Bom dia, boa tarde ou boa noite, nunca mais havia postado nada, o tempo não deixou, sair de casa as quatro da manha pra ir trabalhar e chegar correndo pra dar aula não tá nada facil, até meu cachorro "bart" ta sentindo minha falta, e ainda por cima to gripado, é mole?
Viajar quase 200 km no bau de uma ambulancia, faz a gente pensar em um bocado de coisas, ideias, mas nao consigo anota las, o movimento lá atras é sempre intenso, fico pensando então, até quando essas ideias irão durar, pois eu sei que em instantes elas somem, não ha ninguem ali comigo para que eu possa semear e tal, como se fosse uma gripe, a ideia não transmitida é uma ideia morta......
Por que escrevo isto nessa noite igual a tantas noites que passei escrevendo? ecos de coisas que li em noites adolescentes? acho que escrevo pra agradecer a Scarllet Johansson por ser o icone perfeito para tempos em loop, um avatar para nossa civilização: alguem fotografando as proprias costas, ao menos é uma bela imagem, mesmo que nao seja a prova definitiva da existencia de Deus, é HUMANO demais. E segue o baile, 24horas por dia, 7 dias por semana, a cobra engolindo o proprio rabo, no seu infinito recomeçar (looop), o cao correndo atras do rabo, sem o auxilio do smathphone ou o espelho do banheiro...
Desculpe! meu olhar fugiu da tela do computador e se perdeu na fumaça que subia do incenso de canela, as ideias foram se desmanchando como a linha de fumaça se desmancha depois de subir ordenadamente alguns palmos, assim como o aroma de canela fica no ar depois de apagar - se a brasa do incenso, o lixo que a gente vê fica a espreita, na mente, muito depois de fecharmos os olhos, Desisti de escrever por uns tempos sobre o mundo real lá fora, quero falar sobre rituais, é provavel que "ritual" nao seja a palavra certa, mas nao me ocorre uma melhor, refiro-me a pequenos gestos que nos acompanham, com constancia, vida a fora e se transforma no mais limpido espelho.....
Espero que meu papo não tenha deixado o astral estranho, sei que muita gente lê a noite, nao gostaria de tirar o sono e nem fazer ninguem dormir, só queria bater um papo, sem euforia e nem depressão, um cafezinho, de corpo e alma, até os ossos....Ainda sim, um simples cafezinho :)
Eu sou velho, meu velho
Tão velho quanto o mundo
Eu sou moço seu moço
E o poço não é tão fundo....
terça-feira, 19 de junho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
A Violência Travestida Faz Seu Trottoir
no ar que se respira, nos gestos mais banais
na vitória do mais forte, na derrota dos iguais
a violência travestida faz seu trottoir
Na procura doentia de qualquer prazer
Na arquitetura metafisica das catedrais
Nas arquibancadas, nas cadeiras, nas gerais
a violencia travestida faz seu trottoir
na maioria silenciosa, orgulhosa de não ter
vontade de gritar, nada pra dizer
a violência travestida faz seu trottoir
nos anúncios de cigarro que avisam que fumar faz mal
| a violência travestida faz seu trottoir
| em anúncios luminosos, lâminas de barbear
| armas de brinquedo, medo de brincar
| a violência travestida faz seu trottoir
no vídeo, idiotice intergaláctica
na mídia, na moda, nas farmácias
no quarto de dormir, na sala de jantar
a morte anda tão viva, a vida anda pra trás
é a livre iniciativa, igualdade aos desiguais
na hora de dormir, na sala de estar
a violência travestida faz seu trottoir
uma bala perdida encontra alguém perdido
encontra abrigo num corpo que passa por ali
e estraga tudo, enterra tudo, pá de cal
enterra todos na vala comum de um discurso liberal
| a violência travestida faz seu trottoir
| em anúncios luminosos, lâminas de barbear
| armas de brinquedo, medo de brincar
| a violência travestida faz seu trottoir
| a violência travestida faz seu trottoir
| em anúncios luminosos, lâminas de barbear
| armas de brinquedo, medo de brincar
| a violência travestida faz seu trottoir
Tudo que ele deixou foi uma carta de amor pra uma apresentadora de programa infantil. Nela ele dizia que já não era criança, e que a esperança também dança como monstros de um filme japonês. Tudo que ele tinha era uma foto desbotada, recortada de revista especializada em vida de artista. Tudo que ele queria era encontrá-la um dia (todo suicida acredita na vida depois da morte). Tudo que ele tinha cabia no bolso da jaqueta. A vida quando acaba, cabe em qualquer lugar.
E a violência travestida faz seu trottoir...
não se renda às evidências
não se prenda à primeira impressão
eles dizem com ternura:
"o que vale é a intenção"
e te dão um cheque sem fundos
do fundo do coração
no ar que se respira
nessa total falta de ar
a violência travestida
faz seu trottoir
em armas de brinquedo, medo de brincar
em anúncios luminosos, lâminas de barbear
nos anúncios de cigarro que avisam que fumar faz mal
a violência travestida faz seu trottoir.....
sábado, 9 de junho de 2012
Longe Demais das Capitais
suave é a noite
é a noite que eu saio
pra conhecer a cidade
e me perder por aí
nossa cidade é muito grande
e tão pequena
tão distante do horizonte
do país
eu sempre quis viver no velho mundo
na velha forma de viver
o 3º sexo, a 3ª guerra, o 3º mundo
são tão difíceis de entender
suave é cidade
pra quem gosta da cidade
pra quem tem necessidade de se esconder
nossa cidade é tão pequena
e tão ingênua
estamos longe demais
das capitais
longe demais das capitais
longe demais das capitais
eu sempre quis viver no Velho Mundo
na velha forma de viver
o 3º sexo, a 3ª guerra, o 3º mundo
são tão difíceis de entender
o 3º sexo, a 3ª guerra, o 3º mundo
pra conhecer a cidade
e me perder por aí
nossa cidade é muito grande
e tão pequena
tão distante do horizonte
do país
eu sempre quis viver no velho mundo
na velha forma de viver
o 3º sexo, a 3ª guerra, o 3º mundo
são tão difíceis de entender
suave é cidade
pra quem gosta da cidade
pra quem tem necessidade de se esconder
nossa cidade é tão pequena
e tão ingênua
estamos longe demais
das capitais
longe demais das capitais
longe demais das capitais
eu sempre quis viver no Velho Mundo
na velha forma de viver
o 3º sexo, a 3ª guerra, o 3º mundo
são tão difíceis de entender
o 3º sexo, a 3ª guerra, o 3º mundo
Sopa de Letrinhas
O nosso amor é nazi-facista
Você se esconde e eu sigo sua pista
Eu fico sozinho mas eu fico em paz
Eu volto pra casa você volta atrás
Oh, oh, oh, oh
O nosso amor é medieval
É como uma pedra em piso
de catedral
Ontem a noite eu tive um sonho
exótico
Nós dois por aí transando sexo gótico
Eu fico sozinho
Teu beijo me arranha
Um estranho no ninho
Ninguém estranha
Oh, oh, oh oh
O nosso amor é uma abobrinha
Eu escrevo o teu nome numa sopa
de letrinhas
Eu fico sonhando em ser astronauta
Eu olho pra lua, eu sinto tua falta
Oh, oh, oh, oh
O nosso amor é pós-moderno
Eu quero que você se aqueça nesse
inverno
Eu tenho andado aéreo como tropas minhas
no ataque
Fim de noite fim do mundo lá no fundo
do conhaque
Eu fico sozinho
Teu beijo me arranha
Um estranho no ninho
Ninguém estranha
Oh,
O nosso amor é nazi-facista
Eu tento fujir você me conquista
Eu fico sozinho mas eu fico em paz
Eu volto pra casa e você volta atrás
Eu fico sozinho
Teu beijo me arranha
Um estranho no ninho.........
Você se esconde e eu sigo sua pista
Eu fico sozinho mas eu fico em paz
Eu volto pra casa você volta atrás
Oh, oh, oh, oh
O nosso amor é medieval
É como uma pedra em piso
de catedral
Ontem a noite eu tive um sonho
exótico
Nós dois por aí transando sexo gótico
Eu fico sozinho
Teu beijo me arranha
Um estranho no ninho
Ninguém estranha
Oh, oh, oh oh
O nosso amor é uma abobrinha
Eu escrevo o teu nome numa sopa
de letrinhas
Eu fico sonhando em ser astronauta
Eu olho pra lua, eu sinto tua falta
Oh, oh, oh, oh
O nosso amor é pós-moderno
Eu quero que você se aqueça nesse
inverno
Eu tenho andado aéreo como tropas minhas
no ataque
Fim de noite fim do mundo lá no fundo
do conhaque
Eu fico sozinho
Teu beijo me arranha
Um estranho no ninho
Ninguém estranha
Oh,
O nosso amor é nazi-facista
Eu tento fujir você me conquista
Eu fico sozinho mas eu fico em paz
Eu volto pra casa e você volta atrás
Eu fico sozinho
Teu beijo me arranha
Um estranho no ninho.........
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Frases Feitas....
Adoro teses (bem construídas). Sou capaz de ficar horas
falando sobre música, esporte, frutas, religião, livros... Acho que
equações matemáticas podem ser belas, assim como discursos políticos,
carros populares e perfumes. Cada um com sua beleza.
Mas quando se quer usar fita métrica para comparar alhos e bugalhos, tô fora. Por que fingir que podemos ser objetivos quando amamos ou odiamos? Por que fingir que podemos ser subjetivos quando medimos e comparamos? Ah, estes intelectuais do futebol...
Liguei a TV e dei de cara com Mister M. Vocês lembram, né? O cara que, nas "fantásticas" noites de domingo, revelava os segredos dos mágicos. Sintoma de uma era em que tudo está exposto, em que máscara e rosto trocam de lugar. Os bastidores passam a ser o show, o making of do making of do making of...
Questão delicada, esta da (des)informação: uma vez que sabemos algo, é inútil fingir que ignoramos. Numa das mágicas reveladas pelo Mister M, quando aberta uma caixa, flores saltavam. Um efeito de mola encolhida que é libertada. Depois, o mágico podia forçar as flores de volta para a caixa e repetir o truque... Mas quando a caixa de Pandora da informação é aberta, não há volta. Colocar a pasta de dentes de volta ao tubo? Nah, não tem volta.
Uma criança escrevendo poemas num quarto, um jovem projetando prédios na escola de arquitetura, um músico tocando para multidões. todas têm a mesma curva. Um ponto onde a gente começa a tirar em vez de colocar. Aí é que começa a ficar interessante: quando começamos a selecionar! Enquanto corremos na velocidade máxima que o carro permite, somos meros prisioneiros de suas limitações.
bah: enquanto escrevia este texto fiquei sabendo que o
botafoguense Herrera declinou convite para escolher uma canção que servisse
de trilha a uma “fantástica” gracinha da TV. Legal e surpreendente! Não escolher foi sua escolha!
Mas quando se quer usar fita métrica para comparar alhos e bugalhos, tô fora. Por que fingir que podemos ser objetivos quando amamos ou odiamos? Por que fingir que podemos ser subjetivos quando medimos e comparamos? Ah, estes intelectuais do futebol...
Liguei a TV e dei de cara com Mister M. Vocês lembram, né? O cara que, nas "fantásticas" noites de domingo, revelava os segredos dos mágicos. Sintoma de uma era em que tudo está exposto, em que máscara e rosto trocam de lugar. Os bastidores passam a ser o show, o making of do making of do making of...
Ao ser alcançado pelo Mister M via TV a cabo numa insônia, me dei conta de que eu nunca o havia visto. Claro,
respingaram em mim várias imitações do Cid Moreira fazendo a locução do quadro
e a própria personagem, que todos comentavam. Assim como, mesmo sem assistir às
novelas, a gente acaba conhecendo, por via indireta, nomes e sotaques de
personagens que invadem o dia a dia.
Dias antes, eu me dera conta de que
nunca havia ouvido a tal música do Michel Teló. Nem a Dança do Kuduro.
Nunca
vi. Não entendo por que, hoje, tanta gente tanto reclama dos modismos.
Eles são bem menos avassaladores do que eram quando nossas opções de
(des)informação eram menores.
Será que eu queria me ver como me vê quem me vê como um
ícone (seja lá do que for)? Se eu fosse um profissional de mim mesmo, certamente
deveria ver. Mas... será que sou? Quero ser?
Em tempos idos, valia para a informação a equação "quanto mais, melhor". Será que ainda vale? Agora que ela é abundante e
redundante, surge outra questão: o que NÃO saber. Não creio que aquela equação
valha hoje em dia. Como não creio que valha, nesse caso, a equação
"menos é mais". Quem aí está disposto a viver sem a verdade
tranquilizadora das equações? Eu.
Questão delicada, esta da (des)informação: uma vez que sabemos algo, é inútil fingir que ignoramos. Numa das mágicas reveladas pelo Mister M, quando aberta uma caixa, flores saltavam. Um efeito de mola encolhida que é libertada. Depois, o mágico podia forçar as flores de volta para a caixa e repetir o truque... Mas quando a caixa de Pandora da informação é aberta, não há volta. Colocar a pasta de dentes de volta ao tubo? Nah, não tem volta.
Ciclicamente, no mundo da música pop, pintam momentos em que a
proficiência técnica é mal vista. Foi assim no punk e no grunge. É
engraçado
ver, nesses momentos, músicos estudados querendo acompanhar a onda,
simulando
uma inocência pra sempre perdida e escondendo sob o tapete habilidades
que
poderiam levar a novos caminhos. Por achar, equivocadamente, que técnica
e espontaneidade são incompatíveis, ficam sem nenhuma das duas. O "pior
dos mundo".
Nem barro nem tijolo.
Uma criança escrevendo poemas num quarto, um jovem projetando prédios na escola de arquitetura, um músico tocando para multidões. todas têm a mesma curva. Um ponto onde a gente começa a tirar em vez de colocar. Aí é que começa a ficar interessante: quando começamos a selecionar! Enquanto corremos na velocidade máxima que o carro permite, somos meros prisioneiros de suas limitações.
cansei de alimentar os motores
agora quero freios e airbag
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Quarto de Hotel
Tô num lugar comum
Onde qualquer um se esconde
Pra fazer a frase feita
E sentir os efeitos colaterais
Tô em lugar nenhum
???onde???
Onde qualquer um se esconde
Pra fazer a frase feita
Contrabando de uma seita oriental
Não tenho estado muito em casa ultimamente
Nem me lembro quanto tempo faz
Aprendi a não olhar pra trás
Eu conto as horas que passam
Eu conto estrelas no céu
Na solidão das noites sem graça
Nos quartos de hotel
?como se chama essa cidade?
?como se chama atenção?
De uma cidade que dorme
Enquanto a gente, infelizmente, não?
Bobeiras da noite, noites inteiras
Pensando bobagens, bebendo besteiras
Sem companhia, sem companheira
Nos quartos de hotel
A cada cena as paredes mudam de cor
No quarto quase escuro
À luz apenas do aparelho televisor
(espelho retrovisor futuro)
A duras penas eu apago a televisão
O quarto fica quase escuro
Iluminado apenas pela letra "h"
Da palavra "hotel"
Escrita em neon
Amanhã numa cidade diferente
Não haverá diferenças no ar
As noites passarão do mesmo jeito
As estrelas estarão no mesmo lugar
?como se chama essa cidade?
?como se chama atenção
De uma cidade que morre
Enquanto a gente, mente que não?
Meias verdades, noites inteiras
Bebendo bobagens, pensando besteiras
Sem entender o que sempre acontece
Nos quartos de hotel
A cada cena as paredes mudam de cor
No quarto quase escuro
À luz apenas do aparelho televisor
(espelho retrovisor futuro)
A duras penas eu apago a televisão
O quarto fica quase escuro
Iluminado apenas pela letra "h"
Da palavra "hotel"
Escrita em neon...
...pra chamar atenção
De quem passa na rua
Contando as horas que passam
Contando estrelas...
...no céu
Pra fazer a frase feita
E sentir os efeitos colaterais
Tô em lugar nenhum
???onde???
Onde qualquer um se esconde
Pra fazer a frase feita
Contrabando de uma seita oriental
Não tenho estado muito em casa ultimamente
Nem me lembro quanto tempo faz
Aprendi a não olhar pra trás
Eu conto as horas que passam
Eu conto estrelas no céu
Na solidão das noites sem graça
Nos quartos de hotel
?como se chama essa cidade?
?como se chama atenção?
De uma cidade que dorme
Enquanto a gente, infelizmente, não?
Bobeiras da noite, noites inteiras
Pensando bobagens, bebendo besteiras
Sem companhia, sem companheira
Nos quartos de hotel
A cada cena as paredes mudam de cor
No quarto quase escuro
À luz apenas do aparelho televisor
(espelho retrovisor futuro)
A duras penas eu apago a televisão
O quarto fica quase escuro
Iluminado apenas pela letra "h"
Da palavra "hotel"
Escrita em neon
Amanhã numa cidade diferente
Não haverá diferenças no ar
As noites passarão do mesmo jeito
As estrelas estarão no mesmo lugar
?como se chama essa cidade?
?como se chama atenção
De uma cidade que morre
Enquanto a gente, mente que não?
Meias verdades, noites inteiras
Bebendo bobagens, pensando besteiras
Sem entender o que sempre acontece
Nos quartos de hotel
A cada cena as paredes mudam de cor
No quarto quase escuro
À luz apenas do aparelho televisor
(espelho retrovisor futuro)
A duras penas eu apago a televisão
O quarto fica quase escuro
Iluminado apenas pela letra "h"
Da palavra "hotel"
Escrita em neon...
...pra chamar atenção
De quem passa na rua
Contando as horas que passam
Contando estrelas...
...no céu
Não É Sempre
Às vezes parece que eu não tenho dúvidas
Às vezes parece que eu não tenho...
.. Nenhuma razão pra chorar
Você esquece que eu não sou de ferro
(Até o ferro pode enferrujar)
Você esquece que eu não sou de aço
E faço questão de provar:
"Olhe pra mim.... enquanto eu me quebro"
Às vezes parece que eu tenho muito medo
Às vezes parece que eu só tenho dúvidas
Às vezes parece que eu não tenho...
.. Nenhuma chance de escapar
Acontece que eu não nasci ontem
(Até hoje sempre escapei com vida)
Pra quem duvida de tudo que eu faço
Eu faço questão de provar:
"Olhe pra mim.. enquanto... desapareço no ar"
Não queira estar no meu lugar
Não queira estar em lugar nenhum
Às vezes tudo muda
E continua tudo no mesmo lugar
Não queira estar no meu lugar
Não queira estar em lugar nenhum (UM LUGAR COMUM)
Às vezes uma prece ajuda
Às vezes nem adiante rezar
Já desisti de ser uma pessoa só
Já desisti de ser uma multidão
Já não ponho todas as fichas na mesa
Agora ... jogo algumas no chão
Jogo algumas no chão
Às vezes tudo, às vezes nada
Às vezes tudo ou nada, às vezes 50%
Às vezes a todo momento, às vezes nunca
Como tudo na vida, não é sempre
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